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21-12-2002

Jornal O Primeiro de Janeiro

Villa Ramadas é um dos mais recentes centros de recuperação de dependências tóxicas e comportamentais, uma doença que para os seus responsáveis é biológica e intrínseca a certas pessoas. Com excelentes instalações, Villa Ramadas assenta o seu tratamento numa viagem de regresso ao passado, como forma de consciencializar o paciente do seu verdadeiro problema.

Situado na cidade de Alcobaça, trata-se de um centro de tratamento para doentes adictos. Com capacidade para receber um total de 25 pacientes de ambos os sexos, Villa Ramadas está licenciada pelo Ministério da Saúde e dispõe de condições excelentes para uma vida calma e propícia ao tratamento de uma doença tão particular como a da adicção. Com uma equipa chefiada por Eduardo da Silva, este centro tem um processo de tratamento dividido por várias etapas e com diferentes níveis de exigência.

Assim, numa “fase zero”, é realizada uma entrevista entre o doente e um conselheiro e posteriormente por um médico. A seguir, se necessário for, o novo paciente será internado numa clínica externa ao centro de tratamento durante cerca de sete dias. Aqui, será ultrapassado o síndroma de abstinência.

Na denominada “1ª fase”, o paciente iniciará um primeiro tratamento que passará pelo seu envolvimento no grupo e por reconhecer que a sua dependência é um problema. Neste ponto, o grupo de conselheiros começa a desenvolver um tratamento baseado “num modelo integrativo que combina harmoniosamente o Minnesota, na versão de abstinência total de todo o tipo de drogas, com correntes teóricas como a Psicodinâmica, Humanística, Cognitivo-comportamental e Gestalt “, como explica Eduardo da Silva.

Esta inovadora abordagem procura iniciar o paciente numa vertiginosa viagem ao passado, de forma a que ganhe consciência dos ambientes de terror que viveu e do sofrimento que causou a quem lhe estava próximo. Eduardo da Silva é da opinião que, se o doente “não ganhar consciência desse sofrimento, olha para trás e não reconhece o erro cometido”.

No entanto, “a visita ao passado tem de ser feita com muito cuidado, sensibilidade e profissionalismo, pois esta é uma técnica que, quando mal realizada, pode causar mais danos que benefícios”, afirma Eduardo da Silva.

Após percorrer o caminho entre o passado e o presente, o paciente começa um processo de mudança que visa o desenvolvimento de uma compreensão básica sobre a sua condição de dependente e sobre o que é necessário para garantir, manter e melhorar a sua vida sempre em abstinência total. Factor importante nesta fase é o restabelecimento de relações familiares.

A fase seguinte é a de pós-tratamento (concretizada na terapia After-care) e tem como objectivo a reinserção do indivíduo no seu meio ambiente e na sociedade.

Adicção genética

Os responsáveis pela Villa Ramadas defendem que a adicção, independentemente de ser uma dependência química (drogas e/ou álcool) ou uma dependência comportamental (jogo, trabalho, comida...) é uma doença incurável, primária, progressiva e crónica.

Eduardo da Silva explica que “as pessoas ditas normais têm um interruptor que funciona. Num adicto, o interruptor não funciona, está em curto-circuito e todas as fábricas que faziam as peças de substituição fecharam. Os adictos não podem controlar, não podem parar, não podem dizer chega”.

Por esta razão, a função dos conselheiros de Villa Ramadas é ensinar os dependentes a viverem em comunhão com a adicção, de uma forma que pode ser saudável e equilibrada, desde que o adicto tenha sempre presente a sua incapacidade e lute constantemente para a superar.

Para que o paciente seja declarado vencedor desta guerra contemporânea , o tratamento de Villa Ramadas assenta na valorização da espiritualidade do ser humano pois, segundo os conselheiros deste centro, esta é a essência do homem. A fusão entre a parte emocional, intelectual e a espiritual é condição essencial para a resolução do problema da toxicodependência.

“Um adicto é uma pessoa de extremos. Quando está sob o efeito das drogas é mau e violento e, para ele, vale tudo para arranjar mais uma dose. Quando está recuperado é uma pessoa que tem o maior coração do mundo. A nossa filosofia defende que só há duas emoções no mundo: uma é o amor e a outra é o medo. Tudo o que é negativo vem do lado do medo: a dor, a inveja, o desespero. A recuperação e as coisas boas da vida estão ligadas ao amor”, afirma Eduardo da Silva. Assim, o grande segredo deste centro de recuperação é ajudar os pacientes a acreditarem que o amor é mais forte que o medo.

A grande barreira para alcançar o sucesso neste programa é o orgulho do toxicodependente, que o impede de pedir ajuda e aceitar a terapia dos conselheiros. Na opinião de Eduardo da Silva, existe 20 por cento de recaídas, porque “os doentes subestimam a doença e no momento em que isso acontece recaem”.

O director de Villa Ramadas afirma que a adicção é uma doença biológica e, por essa razão, mais tarde ou mais cedo os sintomas podem surgir à superfície sem que para isso haja um motivo especial. “É uma posição radical mas, uma vez que eu acredito que a pessoa nasce com esta doença e que ela pode manifestar-se aos dez, aos 12 ou aos 40, todo o tipo de prevenção é um despender de energias, um despender de dinheiro. Acredito sim, em transmitir informação imparcial e completa do leque de abordagens e modelos terapêuticos existentes aos pais e às pessoas que rodeiam o doente. Eu acredito no tratamento e na reinserção social”, expõe, convictamente, Eduardo da Silva.

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